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Anatomia Equina - Intestino

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Essas imagens são para uso em Estudos de Anatomia Animal no Curso de Medicina Veterinaria

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Sul-coreanos produzem 1° lobo clonado

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Cientistas sul-coreanos anunciaram nesta segunda-feira (26) a criação do primeiro lobo clonado da história, o que pode ajudar a salvar uma espécie da extinção. A equipe da Universidade Nacional de Seul, que já havia obtido o primeiro cão clonado -- um hound afegão chamado Snuppy, em 2005 -- apresentou dois lobos de uma espécie nativa, chamados Snuwolf and Snuwolffy, que nasceram há respectivamente um ano e um ano e meio. A divulgação demorou porque o trabalho foi submetido a verificações extras, uma vez que a equipe está envolvida em suspeitas de fraude. No passado, a equipe foi chefiada pelo célebre pesquisador Woo-suk Hwang, suspeito de cometer falsidade ideológica, enriquecimento ilícito e violações à lei de bioética em seu trabalho. Hwang e alguns colegas tiveram de deixar a Universidade de Seul por terem inventado dados em dois relatórios sobre células-tronco embrionárias humanas. "Normalmente, os periódicos científicos não pediriam a verificação do DNA mitocondrial, mas precisamos apresentá-lo devido aos problemas prévios", disse Lee Byung-chun, atual chefe da equipe. Ele afirmou que a revista trimestral "Cloning and Stem Cells" publicará os resultados em sua próxima edição. Lee disse que a clonagem ajudará na sobrevivência do lobo coreano. Há 20 anos não há registros de lobos no ambiente natural da Coréia do Sul, segundo o cientistas, e os únicos animais conhecidos dessa espécie são uma pequena matilha com cerca de dez indivíduos em um parque natural de Seul. Em dezembro, os cientistas sul-coreanos disseram ter clonado outros três cães da raça hound afegão e melhorado a eficácia dos métodos de clonagem. Para a clonagem do lobo, foram transferidos 251 embriões reconstruídos para o útero de 12 lobas, que conseguiram gerar dois filhotes vivos. Os caninos são considerados os mamíferos mais difíceis de clonar, devido ao seu ciclo reprodutivo.

26/03/2007
Fonte : http://g1.globo.com

Composto para clonagem causa mutações, diz estudo

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Pesquisadores da Universidade do Chile fizeram hoje um alerta à comunidade científica internacional sobre o perigo de a utilização de um composto químico na clonagem de animais e de embriões humanos gerar mutações.

A pesquisadora chilena Ruby Valdivia e o professor japonês Motoe Kato descobriram uma mutação de forma acidental, enquanto faziam clonagens de bactérias nos laboratórios universitários do Centro de Avaliação de Riscos de Genotoxicidade.

Para desenvolver sua experiência, empregaram um composto químico de uso freqüente nas clonagens, o 6-DNAP (6 dimetil aminopurina), cuja função é ativar o óvulo para levar à reprodução da célula, cujo DNA (código genético) será idêntico ao da célula de origem.

Ao observar o resultado de seu trabalho, ambos pesquisadores detectaram um sinal estranho que chamou sua atenção, segundo explicaram em entrevista coletiva.

Com o propósito de esclarecer suas dúvidas, repetiram a experiência com cinco tipos de bactérias. Uma delas apresentou mutação, criando uma nova bactéria com características diferentes da que a originou.

"Estamos fazendo um alerta sobre o perigo que este composto químico representa se o usarmos em seres humanos, porque causa mutações genéticas", advertiu a professora Valdivia. "Devido a este resultado, pode-se concluir que existe uma alta probabilidade de mutações durante o processo de clonagem usando este composto", afirmou.

O 6-DMAP é aplicado pelos cientistas em clonagens de mamíferos (porcos, gatos, ovelhas e vacas) no laboratório do doutor Woo Suk Hwang, na Coréia do Sul, segundo o relatório da Universidade do Chile.

Nesse mesmo laboratório, os cientistas coreanos conseguiram clonar embriões humanos, com o uso do 6-DMAP, segundo um artigo publicado pela revista Science em fevereiro.

"Os tecidos derivados destes clones podem apresentar mutações, como alterações de tipo celular", disse a pesquisadora.

Depois de repetir seu experimento em Santiago, o laboratório chileno enviou amostras ao Centro de Bioensaios de Tóquio, que chegou às mesmas conclusões sobre as mutações genéticas causadas pelo composto químico.

Os resultados finais da pesquisa, cujos autores recomendam proibir o uso do 6-DMAP nas futuras clonagens de embriões humanos com fins terapêuticos, foram publicados no dia 12 de maio na revista científica Mutation Research.

"Isto nos obriga a pesquisar mais e tirarmos o pé do acelerador na questão da clonagem, tomando consciência do composto químico que estamos usando", afirmou Valdivia.

Se alguma equipe científica já conseguiu clonar seres humanos usando este composto, "é possível" que tenha levado ao nascimento de meninos e meninas com má-formação facial e outras características mutantes, advertiu a pesquisadora.

19 de maio de 2004

fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI311164-EI297,00.html

Pesquisadores criam sistema que traduz pensamentos e dispensa fala

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São Paulo - Audeo já controlou cadeira de rodas sem movimentos ou voz. Tecnologia favorece pessoas com deficiências motoras e de fala.

Pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, estão desenvolvendo uma tecnologia que processa sinais de pensamentos e permite a comunicação sem falas ou movimentos.

O Audeo é um leve dispositivo wireless que fica preso ao pescoço, sobre as cordas vocais.

Seu funcionamento começa com a tradução das frases no pensamento para sinais neurológicos. Estes sinais são enviados ao equipamento, codificados e transmitidos para serem processados em um PC.

O resultado é a tradução de idéias no computador, o que pode beneficiar tanto pessoas com deficiências motoras ou de fala.

Além disso, um novo hardware incorporado ao Audeo permitiu o controle de uma cadeira de rodas sem necessidade de movimentos físicos - apenas pensando em palavras.

A dupla desenvolveu também um método que compreende, além de palavras avulsas, falas contínuas - com alta precisão na leitura dos sinais neurológicos.



Publicada em 06 de setembro de 2007
Fonte : IDG Now!


Você vê o que eu vejo? Traduzindo ondas cerebrais em imagens

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Decodificador visual permite aos pesquisadores traduzir atividade de ondas cerebrais em imagens
Pode parecer ficção científica, mas uma nova pesquisa revela um algoritmo que pode traduzir a atividade na mente de seres humanos.

Cientistas da University of California, em Berkeley, relatam na Nature que desenvolveram um método capaz de decodificar os padrões em áreas visuais do cérebro para determinar o que uma pessoa viu. Não é preciso dizer que as implicações potenciais disso para a sociedade são imensas.

“Esse decodificador visual geral teria grande uso científico e prático”, afirma o pesquisador. “Poderíamos usá-lo para investigar diferenças de percepção de uma pessoa para outra, estudar processos mentais ocultos, como a atenção, e talvez até acessar o conteúdo visual de fenômenos puramente mentais, como sonhos e a imaginação”.

Os cientistas dizem que as tentativas anteriores de extrair “conteúdo mental da atividade do cérebro”, apenas lhes permitiram decodificar um número finito de padrões. Os pesquisadores apresentavam uma imagem para uma pessoa (ou pediam que ela pensasse num objeto) por vez e então procuravam um padrão de atividade cerebral correspondente. “Você precisava saber [de antemão], para cada pensamento que queria ler, que tipo de padrão de atividade o acompanhava”, diz John-Dylan Haynes, professor do Centro Bernstein de Neurociência Computacional em Berlim e do Instituto Max Planck de Cognição Humana e Ciências do Cérebro, não afiliado ao novo trabalho.

“O avanço apresentado aqui”, continua ele, “é que eles estabeleceram um modelo matemático que capta as propriedades da parte visual do cérebro”, as quais podem então ser aplicadas a objetos anteriormente não vistos.

11 de junho de 2008

Fonte: Scientific American Brasil

Cientistas descobrem sistema planetário com três superterras

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Equipe européia revela novos resultados com instrumento instalado no Chile.
Avaliação inicial sugere que pelo menos 1 em 3 estrelas tem planetas rochosos.
A estrela HD 40307 não parecia nada especial, um pouco menor, mas bastante parecida com o Sol. Mas, ao observá-la, um grupo de pesquisadores europeus descobriu três planetas ao seu redor -- todos eles aparentemente similares à Terra no que diz respeito à composição. O achado é parte de um censo maior que, segundo a equipe liderada por Michel Mayor, do Observatório de Genebra, confirma: a cada três estrelas similares ao Sol, pelo menos uma tem planetas rochosos, como a Terra. "Será que todas as estrelas abrigam planetas e, se for assim, quantos?", pergunta-se Mayor. "Nós podemos ainda não saber a resposta, mas estamos fazendo grandes progressos." O segredo do sucesso da pesquisa é o instrumento Harps, do Observatório de La Silla, no Chile -- parte do complexo do ESO (Observatório Europeu do Sul). Ele é capaz de detectar mínimas variações no movimento das estrelas -- o sinal de que há um planeta ao seu redor. Foi com esse instrumento que o mesmo grupo encontrou, em abril de 2007, o primeiro planeta potencialmente habitável -- um astro rochoso, localizado a uma distância da estrela que permite a existência de água líquida em sua superfície. 16/06/2008 Fonte: http://g1.globo.com

Todos os planetas rochosos (também ditos terrestres) até agora descobertos não são exatamente iguais aos que existem em nosso Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte); por uma limitação tecnológica, só se pode encontrar astros com massa superior a duas vezes a da Terra, e por aqui não há nenhum planeta rochoso maior que o nosso.

Essa nova categoria de planetas, que não se encaixa nem nos terrestres do Sistema Solar, nem nos gigantes gasosos, foi apelidada pelos cientistas de "superterra".

As três superterras ao redor de HD 40307, localizada a 42 anos-luz de distância, têm 4,2, 6,7 e 9,4 vezes a massa da Terra. Eles giram ao redor da estrela em 4,3, 9,6 e 20,4 dias terrestres, respectivamente.

Os resultados foram apresentados numa conferência realizada em Nantes, na França. Nela, os cientistas também anunciaram a descoberta de dois outros sistemas planetários -- um com uma superterra (7,5 massas terrestres) que orbita a estrela HD 181433 em 9,5 dias e é vizinho de um gigante gasoso como Júpiter, que completa uma volta em cerca de três anos.

O outro sistema contém um planeta com 22 massas terrestres e órbita de quatro dias, acompanhado por um planeta como Saturno com um período de três anos.

Os detalhes serão publicados em artigos aceitos pelo periódico científico "Astronomy and Astrophysics".

16/06/2008

Fonte: http://g1.globo.com

Cientistas produzem 'primata transgênico' para pesquisas

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Macacos foram criados com gene para desenvolver doença de Huntington.
Camundongos geneticamente modificados já são comuns na ciência há alguns anos.

Cientistas do Centro Nacional de Pesquisas sobre Primatas Yerkes da Universidade Emory em Atlanta (EUA) produziram macacos resos (Macaca mulatta) com o gene causador da doença de Huntington, síndrome caracterizada pela perda progressiva da capacidade cognitiva e dos movimentos. É o primeiro passo para a utilização de primatas transgênicos nas pesquisas sobre neuropatologias. O trabalho foi publicado ontem no portal da revista "Nature".

“Camundongos geneticamente modificados já são utilizados para esse fim, mas seu sistema nervoso é muito diferente do nosso”, diz Luiz Eugenio Mello, professor de fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Os roedores nos ensinaram várias coisas sobre diabete, câncer e doenças cardíacas”, explicou Anthony Chan, co-autor da pesquisa. Mas, em sua avaliação, será preciso, a partir de agora, dar mais ênfase às pesquisas com primatas. “Com eles, damos um passo importante, pois são mais parecidos conosco.”

Para inserir o gene da doença de Huntington em 130 ovócitos - células que dão origem ao óvulo - retirados de macacas, os pesquisadores utilizaram lentivírus, uma família de vírus caracterizada pelo ciclo vital lento. Os mesmos microrganismos também serviram como vetores para um gene que produz proteína fluorescente verde. Dessa forma, a criação de animais que brilham no escuro comprova o sucesso do procedimento.

Chan está confiante. Para ele, os resultados do experimento são algo mais do que uma prova da viabilidade dessa linha de pesquisa. “Agora, nós já sabemos que macacos podem ser modificados geneticamente com sucesso e apresentar reações muito semelhantes, até mesmo idênticas, às dos pacientes humanos. Nenhum outro animal faz isso”, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

19/05/2008

Fonte: http://g1.globo.com

Cabras transgênicas do Nordeste poderão ajudar doentes de câncer e Aids

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Animais devem produzir proteínas que favorecem sistema imune em seu leite.
Caprinos têm três meses de idade; agora, idéia é ampliar rebanho dos bichos.

Um cabrito e uma cabrita de três meses de idade têm boas chances de, no futuro, ajudar pessoas com Aids ou que passam por quimioterapia e radioterapia a recuperar o sistema de defesa de seu organismo. Os caprinos foram geneticamente modificados para produzir a proteína conhecida como fator de estimulação de colônias de granulócitos humanos (ou hG-CSF, para encurtar). Os pesquisadores que criaram os bichos esperam que, ao chegar à idade adulta, eles possam dar origem a um rebanho que produza a preciosa substância em seu leite.

Camilla e Tinho, como foram batizados os cabritinhos da raça canindé (típica da caatinga), foram criados por pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (Uece), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Academia de Ciências da Rússia. Mais de 20 filhotes nasceram ao longo do projeto, mas só a dupla teve comprovada a produção de hG-CSF em seu organismo.

O uso de animais geneticamente modificados como biofábricas, produzindo os mais variados tipos de substâncias de interesse humano, é um velho sonho da biotecnologia. Por enquanto, nenhum desses projetos alcançou a escalha comercial. Camilla e Tinho receberam o gene humano que codifica a hG-CSF por meio de uma microinjeção quando ainda estavam na fase embrionária. A técnica, portanto, pode ser útil para produzir outras substâncias além da proteína, que ajuda a fortalecer o sistema de defesa do organismo de pessoas afetadas pelo HIV ou que sofrem os efeitos negativos da quimioterapia ou radioterapia durante o tratamento do câncer.

O leite dos animais pode ser, no futuro, uma fonte relativamente barata de medicamentos como esse. O fato de ter uma fêmea e um macho aumenta as chances de produzir, via cruzamento, um rebanho transgênico com as características desejadas

16/06/2008

Fonte : http://g1.globo.com

Cientistas brigam por patente de vacina contra aids

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Segurança da vacina já começou a ser testada

Uma disputa sobre patentes ameaça interromper as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina contra a Aids.

Cientistas da Grã-Bretanha e do Quênia estão trabalhando juntos durante cinco anos numa vacina contra a doença. Mas os quenianos, da Universidade de Nairóbi, estão reclamando que seus nomes não estão sendo incluídos nos pedidos de patente.

Isso significa que eles seriam excluídos de qualquer direito legal no caso de uma vacina ser desenvolvida como resultado da pesquisa.

Os dois lados tem uma reunião marcado em Nairóbi para tentar resolver o problema.

Sem direitos

A médica Anne-Marie Coriat, chefe do Centro de Pesquisa Médica da Universidade de Oxford, diz que os cientistas quenianos não tem direito intelectuais em relação à vacina, já que não foram eles que desenvolveram o gene.

"Os cientistas que desenvolveram o conceito e desenharam o gene que será usado como base para a vacina são desta universidade", afirmou.

Ela disse que o princípio ativo da vacina foi elaborado pela Unidade de Imunidade Humana da universidade, utilizando informações disponíveis publicamente. "Não existem inventores quenianos", afirmou.

Apesar disso, ela disse que os cientistas britânicos gostariam muito de dividir qualquer lucro proveniente da vacina com os quenianos.

O projeto é baseado numa pesquisa que mostra que algumas prostitutas em Nairóbi desenvolveram uma imunidade ao vírus causador da aids.

A primeira fase de testes com a vacina começou na Grã-Bretanha em agosto.

Longo processo

No estágio atual, o que está sendo avaliado é a segurança da vacina, não a sua eficácia. Os cientistas estão avaliando se a vacina pode causar algum efeito colateral.

Se esses estudos correrem bem, ainda serão necessários mais dez anos antes da produção em escala comercial.

No início deste ano, algumas dessas ex-prostitutas quenianas perderam a imunidade e contraíram a doença.

Alguns cientistas da Universidade de Oxford acreditam que isso possa ter acontecido porque, ao parar de trabalhar, elas deixaram de ser tão expostas ao vírus com tanta frequência.

Inicialmente, essa vacina seria utilizada somente contra um tipo de vírus.

Mas os cientistas acreditam que, se os resultados foram favoráveis, a vacina pode ser adaptada para combater também outras variações do vírus.

A característica de mutação do vírus da aids é um dos fatores que dificulta a descoberta de uma vacina. Diferentes partes do planete têm diferentes tipos do vírus.

19 de outubro, 2000


Fonte: BBC. BRASIL

Elas não pegam Aids

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Africanas imunes ao HIV podem ter o
segredo de uma vacina contra o vírus


Prostitutas quenianas num centro de pesquisa: células que matam o vírus


Sete em cada dez doentes de Aids vivem na África ao sul do Deserto do Saara. São 29 milhões de infectados, e só no ano passado a epidemia matou 2,4 milhões de pessoas. Em meio a essa tragédia, um grupo de 200 prostitutas de Nairóbi, a capital do Quênia, chama a atenção: apesar de cada uma delas manter anualmente relações sexuais com uma centena de portadores do vírus da Aids, sem nenhum tipo de proteção, não há registro de alguma contaminada. Pelo que se conhece da propagação da epidemia, não haveria como essas prostitutas não serem portadoras do vírus. A probabilidade de uma mulher contrair a doença é de 10% em cada encontro com um parceiro que tenha o vírus. O risco aumenta bastante se ela tiver ferimentos na vagina ou se as condições de saúde e de higiene forem precárias. É essa a situação dessas mulheres, que vivem em barracos decrépitos, são desnutridas e chegam a atender dez homens por dia. Ainda assim não contraem a doença. Nos últimos oito anos, pesquisadores internacionais têm estudado as origens dessa rara imunidade, na esperança de que esse conhecimento ajude no preparo de uma vacina eficaz contra o HIV, o vírus da Aids.


Voluntária recebe vacina em Nairóbi: primeiros resultados só no próximo ano

O peculiar sistema imunológico das "prostitutas de Nairóbi", como são citadas nos congressos médicos, já é conhecido. O segredo delas está numa célula conhecida como CTL, que tem por missão identificar e destruir células infectadas por vírus ou tumores. O problema é que, na maioria das pessoas, a CTL não consegue vencer o HIV. Chega a identificar as células infectadas e até começa a combater a doença, mas logo perde força, e o vírus toma conta do organismo. Nas mulheres de Nairóbi, ao contrário, a CTL é extremamente eficaz no ataque às células infectadas, destruindo-as antes que o vírus se replique no organismo. Ao que parece, essas mulheres desenvolveram a capacidade de atacar um grupo específico de proteínas do HIV que, suspeitam os cientistas, seria um ponto vulnerável do vírus.

A cada novo contato com o HIV, o sistema imunológico das quenianas adquire maior eficácia no combate ao invasor. Em contrapartida, se cessa a exposição ao vírus, a imunidade diminui, e elas se tornam vulneráveis à Aids como qualquer pessoa. A partir desse conhecimento, foram desenvolvidas algumas vacinas. Estão sendo testadas no Quênia, na Inglaterra, e, na semana retrasada, uma nova começou a ser usada em um grupo de cinqüenta voluntários em Uganda. A estratégia da vacina é introduzir no organismo as mesmas proteínas do HIV que são atacadas pela CTL das prostitutas de Nairóbi. O objetivo é tentar ensinar o organismo a reconhecer e combater o vírus. Os primeiros resultados dos testes preliminares, que tentam identificar os efeitos colaterais do medicamento, serão conhecidos em 2004. É cedo para prever a cura da Aids. Edição 1 791 - 26 de fevereiro de 2003


Fonte: http://veja.abril.com.br/260203/p_083.html