Wolfire- Science: Pesquisas com animais transgênicos
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Cientistas produzem 'primata transgênico' para pesquisas

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Macacos foram criados com gene para desenvolver doença de Huntington.
Camundongos geneticamente modificados já são comuns na ciência há alguns anos.

Cientistas do Centro Nacional de Pesquisas sobre Primatas Yerkes da Universidade Emory em Atlanta (EUA) produziram macacos resos (Macaca mulatta) com o gene causador da doença de Huntington, síndrome caracterizada pela perda progressiva da capacidade cognitiva e dos movimentos. É o primeiro passo para a utilização de primatas transgênicos nas pesquisas sobre neuropatologias. O trabalho foi publicado ontem no portal da revista "Nature".

“Camundongos geneticamente modificados já são utilizados para esse fim, mas seu sistema nervoso é muito diferente do nosso”, diz Luiz Eugenio Mello, professor de fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Os roedores nos ensinaram várias coisas sobre diabete, câncer e doenças cardíacas”, explicou Anthony Chan, co-autor da pesquisa. Mas, em sua avaliação, será preciso, a partir de agora, dar mais ênfase às pesquisas com primatas. “Com eles, damos um passo importante, pois são mais parecidos conosco.”

Para inserir o gene da doença de Huntington em 130 ovócitos - células que dão origem ao óvulo - retirados de macacas, os pesquisadores utilizaram lentivírus, uma família de vírus caracterizada pelo ciclo vital lento. Os mesmos microrganismos também serviram como vetores para um gene que produz proteína fluorescente verde. Dessa forma, a criação de animais que brilham no escuro comprova o sucesso do procedimento.

Chan está confiante. Para ele, os resultados do experimento são algo mais do que uma prova da viabilidade dessa linha de pesquisa. “Agora, nós já sabemos que macacos podem ser modificados geneticamente com sucesso e apresentar reações muito semelhantes, até mesmo idênticas, às dos pacientes humanos. Nenhum outro animal faz isso”, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

19/05/2008

Fonte: http://g1.globo.com

Cabras transgênicas do Nordeste poderão ajudar doentes de câncer e Aids

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Animais devem produzir proteínas que favorecem sistema imune em seu leite.
Caprinos têm três meses de idade; agora, idéia é ampliar rebanho dos bichos.

Um cabrito e uma cabrita de três meses de idade têm boas chances de, no futuro, ajudar pessoas com Aids ou que passam por quimioterapia e radioterapia a recuperar o sistema de defesa de seu organismo. Os caprinos foram geneticamente modificados para produzir a proteína conhecida como fator de estimulação de colônias de granulócitos humanos (ou hG-CSF, para encurtar). Os pesquisadores que criaram os bichos esperam que, ao chegar à idade adulta, eles possam dar origem a um rebanho que produza a preciosa substância em seu leite.

Camilla e Tinho, como foram batizados os cabritinhos da raça canindé (típica da caatinga), foram criados por pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (Uece), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Academia de Ciências da Rússia. Mais de 20 filhotes nasceram ao longo do projeto, mas só a dupla teve comprovada a produção de hG-CSF em seu organismo.

O uso de animais geneticamente modificados como biofábricas, produzindo os mais variados tipos de substâncias de interesse humano, é um velho sonho da biotecnologia. Por enquanto, nenhum desses projetos alcançou a escalha comercial. Camilla e Tinho receberam o gene humano que codifica a hG-CSF por meio de uma microinjeção quando ainda estavam na fase embrionária. A técnica, portanto, pode ser útil para produzir outras substâncias além da proteína, que ajuda a fortalecer o sistema de defesa do organismo de pessoas afetadas pelo HIV ou que sofrem os efeitos negativos da quimioterapia ou radioterapia durante o tratamento do câncer.

O leite dos animais pode ser, no futuro, uma fonte relativamente barata de medicamentos como esse. O fato de ter uma fêmea e um macho aumenta as chances de produzir, via cruzamento, um rebanho transgênico com as características desejadas

16/06/2008

Fonte : http://g1.globo.com