Wolfire- Science: Animais Incomuns
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Nova espécie de roedor é encontrada na Amazônia

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Pesquisadores americanos descobriram na Amazônia, próximo à cordilheira dos Andes, uma nova espécie de roedor. O animal, que ganhou o nome científico de Isothrix barbarabrownae, tem pêlo espesso e tamanho de um esquilo. A descoberta foi publicada na revista argentina especializada Mastozoología Neotropical.
Achado em um habitat andino com altitute de cerca de 1,9 mil metros, o bicho faz parte de um grupo chamado isothrix ou torós, roedores escaladores que vivem entre árvores e trepadeiras das bacias dos rios Amazonas e Orinoco.

Segundo os pesquisadores Bruce Patterson e Paul Velazco, do Museu Field de História Natural de Chicago, a inclusão do novo roedor em um grupo não explica suas características evolutivas. Eles acreditam que os Andes é o provável habitat do Isothrix barbarabrownae.

A descoberta faz parte de um trabalho que já tem mais de três anos. Durante esse tempo, os americanos, auxiliados por cientistas da Universidade Nacional de San Marcos, no Peru, coletaram várias novas espécies de morcegos, marsupiais e gambás, além de outros roedores.
29 de janeiro de 2007
Fonte: http://noticias.terra.com.br

Rara anomalia na gestação faz cãozinho americano nascer com pêlo verde

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Mistura de 'bolsa d'água' com placenta teria causado alteração na cor da pelagem.
Segundo veterinários, saúde do bicho não foi afetada e coloração vai sumir.

Os donos do cãozinho Wasabi, da raça Golden Retriever, devem ter levado um susto quando o bichinho nasceu em Nova Orleans, nos Estados Unidos. O filhote tem pêlo esverdeado -- o que, segundo veterinários da cidade americana, tem a ver com a mistura do fluido amniótico, ou "bolsa d'água", com a placenta da mãe durante o parto. O fenômeno pode afetar filhotes de pêlo muito claro. Ainda de acordo com os veterinários, a cor esquisita deve acabar sumindo com o tempo.

Fonte: http://g1.globo.com

Genoma do ornitorrinco é mistura inusitada de réptil, ave e mamífero

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Veneno em 'espora' do animal usa mesmas bases bioquímicas da peçonha de cobra.
Genes relacionados a aves e até a peixes convivem com DNA típico de mamíferos.
Se você achava o ornitorrinco (Ornithorhynchus anatinus) esquisito, é porque nunca tinha visto o genoma do bicho. Até agora, lógico, porque um consórcio internacional de pesquisadores acaba de obter a seqüência completa de "letras" químicas do mais estranho dos mamíferos. Os dados estão na edição desta semana da revista científica "Nature", uma das mais prestigiosas do mundo.

O trabalho, coordenado por Wesley Warren, da Universidade Washington em Saint Louis (Estados Unidos), traz informações que vão ser úteis para qualquer pesquisador interessado nas origens e na evolução dos mamíferos. Em parte, isso se deve à própria condição de "fóssil vivo" dos ornitorrincos e suas primas, as equidnas. Eles são os últimos remanescentes no planeta de um grupo de mamíferos que ainda botam ovos, tal como faziam seus ancestrais reptilianos. Calcula-se que a linhagem do bicho tenha se separado da dos demais mamíferos há uns 170 milhões de anos, quando o reinado dos dinossauros na Terra tinha apenas começado.

Esse lado conservador não significa, no entanto, que os ornitorrincos tenham parado no tempo. Na verdade, são bichos altamente especializados, cujo bico de pato, pés palmados e cauda de castor surgiram em épocas (relativamente) recentes como adaptação para a vida de caçadores de invertebrados aquáticos. Como nada em águas muito barrentas na Austrália, a criatura desenvolveu uma espécie de "sexto sentido" elétrico, que lhe permite localizar suas presas em condições de visibilidade zero.

Mistureba genômica

O DNA da criatura é composto por cerca de 1,85 bilhão de pares de "letras" químicas, cerca de dois terços do genoma humano, embora o número de genes seja quase igual -- em torno de 20 mil. O curioso é ver, nessa grande massa de moléculas, diversos exemplos de que os ornitorrincos retiveram características genéticas que sumiram nos humanos e demais mamíferos mas existem em aves, répteis e até peixes.

Como os bichos são ovíparos, os pesquisadores descobriram que estão conservados em seu genoma os códigos para a produção de proteínas nutritivas para os ovos, com similares que só são encontrados fora do grupo dos mamíferos -- nas galinhas e no peixe conhecido como paulistinha, por exemplo.

Os "ferrões" localizados nas esporas dos ornitorrincos produzem um veneno que, segundo os dados do genoma, utiliza a mesma "matéria-prima" dos venenos de répteis. O curioso, no entanto, é que ele usa novas versões de genes antigos para produzir a peçonha -- quase como se a espécie tivesse "descoberto" a idéia do veneno independentemente. (Trata-se apenas de uma comparação: afinal, a evolução não acontece forma consciente.)

Por outro lado, o DNA do ornitorrinco também mostra que se trata de um mamífero extremamente bem-adaptado a seu modo de vida único. Embora não tenha mamilos, o bicho produz um leite cuja composição nutritiva não fica nem um pouco atrás do leite humano ou de vaca. Os genes ligados ao sistema de defesa do organismo são numerosos e potentes, provavelmente para ajudar os filhotes muito precoces da espécie a não pegarem infecções. E os genes associados ao sistema olfativo também surpreendem pela quantidade -- é possível que ele consiga sentir "cheiros" debaixo d'água com eles.


Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL457162-5603,00.html